sexta-feira, 3 de julho de 2009

Portfólios

Há um bom tempo havia lido sobre portfólios na escola, mas, até então, não tinha refletido sobre seu real valor no processo de aprendizagem.

Realmente, é uma forma bem mais ‘eficiente’ para fazer com que o aluno se sinta dentro do processo de avaliação. O simples fato de acumular trabalhos dentro de uma pasta não acrescenta nada no final do ano. Mas pensar numa maneira para acomodá-los e apresentá-los, selecionar quais (e por que) serão incluídos e descartados do portfólio já exigem um envolvimento muito maior por parte do aluno. Não é só “o que vai dentro” que é importante, mas a forma de apresentação também vai mostrar um pouco de quem está apresentando.

Trabalhei em uma escola onde os alunos “enchiam a boca” para dizer que “deram fogo” nos trabalhos do ano passado - ou do mesmo ano algumas vezes.

O uso do portfólio faz com que o aluno veja sua produção com outros olhos, que comece a pensar sobre o processo desenvolvido ao longo do ano buscando uma reflexão final, desvinculando o valor daquele trabalho apenas ao momento da entrega/nota.

Mas para que isso dê certo o aluno deve estar convencido da importância de participar desse processo de avaliação, não apenas pensar na sua nota no momento da execução do trabalho e depois esquecer-se de como e por que foi feito daquela forma.

Talvez se fossem utilizados desde as séries iniciais, os portfólios se tornassem, também aos olhos dos alunos, uma coisa natural, uma parte do processo de aprendizagem (como são os temidos ou esperados boletins ao fim de cada trimestre) e ajudassem a criar um processo de avaliação mais significativo para todos, não apenas vinculados às notas.

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